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Quem sofre de Chikungunya pode praticar exercícios?

Os reumatologistas e ortopedistas recomendam retomar atividades físicas quando não há febre e as dores dão uma trégua. Mas a nova fase de atividades deve ser com redução de carga e intensidade para não agravar as sequelas da Chikungunya. 

A infecção viral, transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, tem sintomas muito semelhantes aos da Dengue e da Zika, como febre, dor de cabeça e erupções cutâneas, mas se diferencia pela intensidade das dores musculares, que chega a causar incapacitância e até inflamação nas articulações. Em casos mais raros e graves, pode levar à morte.

A doença possui duas fases: a primeira é a aguda, que inclui febre e as famosas dores musculares intensas. O quadro costuma durar por volta de 3 meses e pede repouso absoluto, além de acompanhamento médico. Mesmo depois dessa fase, as dores continuam, pois a doença provoca um quadro de artrite severa, que pode durar até um ano - embora com menos força. É aí que surge o período crônico, quando os médicos recomendam retomar ou começar os exercícios físicos, mesmo ainda com dor. Os exercícios ajudam a evitar mais danos para a musculatura e as articulações, contribuindo para a melhora do paciente. 

Quanto mais tempo de inatividade, maior o risco de atrofia e de perda do condicionamento físico. Trabalhar o fortalecimento muscular é importante porque a Chikungunya normalmente deixa sequelas. Para que a situação não se agrave, o paciente precisa vencer o desânimo provocado pelas dores constantes, focando ao máximo no futuro e nos resultados. A imobilização pode causar perda de massa muscular, que desestabiliza as articulações e, consequentemente, aumenta o risco de lesões e piora da dor - é uma reação em cadeia. 

Praticando exercícios e amenizando o sofrimento 

Não há contraindicações para voltar ou começar a fazer exercício, a única ressalva é com relação à intensidade da prática para não causar impacto nas articulações - caminhadas e corridas leves já é um bom recomeço. Respeitando os limites da própria dor, aumentando o volume e a periodicidade dos exercícios gradualmente, conforme o incômodo for desaparecendo, o paciente tem tudo para uma excelente recuperação. 

Recomenda-se atividades como natação, hidroginástica ou outras modalidades aquáticas, pois causam menos impacto nas articulações. Mesmo que ainda não esteja de fato praticando os exercícios, é importante se movimentar ou se alongar. Os especialistas garantem que mais ânimo e vigor serão as grandes recompensas.

Fonte: MedicalSite

11 de Julho de 2019