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Quem tem labirintite pode praticar exercícios físicos?

Atividade física piora ou melhora a labirintite?

A labirintite é uma disfunção do labirinto - estrutura localizada no ouvido interno, responsável pela percepção de movimentos corporais e de equilíbrio, altamente influenciada por doenças metabólicas, como hipertensão e diabetes - ambas bem controladas com exercícios. Mas o labirinto também pode ser afetado por fatores externos ou emocionais, que provocam sintomas como vertigem, náuseas, vômitos, desequilíbrio, entre outros.

Quem sofre deste problema vê o mundo girar ao menor esforço. Por isso as pessoas tendem a ficar inseguras ao praticar exercícios físicos, especialmente aqueles que exigem movimentos bruscos. Sim, é verdade que um desgaste físico pode facilitar o aparecimento dos sintomas. Mas, ao mesmo tempo, as atividades físicas também podem prevenir as crises. Ou seja, é possível mexer o corpo sem ser afetado pelos incômodos típicos da condição, basta que ele esteja preparado. 

O exercício físico pode tratar a labirintite?

O primeiro passo para lidar com o problema é investigar a causa e aí definir a melhor terapia. Durante as crises, a princípio, o repouso é indicado, porém, um dos tratamentos mais tradicionais é a chamada reabilitação vestibular. Essa terapia consiste na prática de exercícios específicos que visa devolver o equilíbrio ao labirinto. 

Uma vez que se descobre a origem da labirintite, a atividade física como terapia pode ser mais leve ou pesada, dependendo da condição de saúde geral do paciente. Os sedentários devem começar devagar, com exercícios que não exijam mudanças bruscas de posição, como uma simples caminhada na rua ou bicicleta na academia. Com o tempo, o labirinto vai se regulando e aí dá para começar a se aventurar em modalidades mais intensas. 

Vencendo a labirintite com exercício físico

Depois de um período de adaptação, não há contraindicações. Uma vez que está treinado, o corpo consegue se preparar e até prever situações de risco gradativamente. Mas, para chegar a este nível, é necessário persistência e paciência, além de um bom tempo sem sentir os sintomas. O paciente pode começar com os exercícios previsíveis, como musculação, treinos funcionais e pilates. Aqueles aleatórios, como os de luta ou de bola, exigem mais preparo.

Apesar da autonomia que o paciente conquista com o tempo, é bom começar com uma supervisão profissional e ir dispensando na medida do possível. O profissional, aliás, deve estar previamente avisado sobre o problema, a fim de enfrentar qualquer imprevisto, evitar situações que estimulem o quadro e trabalhar na progressão do aluno.  

Fonte: Medical Site

01 de Agosto de 2019