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O que a tireoide tem a ver com a saúde dos ossos?

Tudo no nosso corpo está intrinsecamente conectado. Mas se te falassem que as complicações da tireoide podem fragilizar o esqueleto? A relação de fato parece estranha, mas tem explicação. Veja:

A osteoporose é uma doença que afeta os ossos, deixando-os mais frágeis e quebradiços ao mesmo tempo em que aumenta o risco de fraturas no pulso, na coluna e nos quadris. Se a idade é uma ameaça para a saúde dos ossos, sendo, inclusive, fator de risco para a osteoporose, há outros fatores que também podem acelerar a perda da densidade óssea, como os hormonais. 

Os efeitos hormonais da tireoide podem afetar negativamente a constante renovação óssea que acontece no organismo. As células osteoclastos e osteoblastos são responsáveis pela reabsorção de osso “velho” e formação de osso “novo”, respectivamente. Se há atividade hormonal em excesso no sangue - T3 e T4 em grandes quantidades -, a perda óssea é tão acelerada, que os osteoblastos não conseguem repor os ossos a tempo. Caso este quadro se mantenha inalterado, o risco de osteoporose aumenta. Por isso o hipertireoidismo, doença na qual a tireoide produz hormônios em excesso, é um fator de risco importante, além de causar nervosismo, insônia, palpitações e emagrecimento excessivo. 

Mas quando a disfunção já está instalada, como identificá-la se os exames não mostram as taxas de T3 e T4 fora dos padrões? Neste caso, o diagnóstico é feito medindo a dosagem do TSH, hormônio fabricado pela hipófise, a glândula-mestre que controla a tireoide. Esse é o teste mais confiável. Portanto, pessoas que sofrem de hiper ou hipotireoidismo, mulheres acima dos 35 anos grávidas e homens com mais de 60 estão no grupo de risco e precisam fazer este exame.

Para prevenir esse desequilíbrio, é interessante adotar uma dieta rica em cálcio (700 mg por dia) e vitamina D, evitar álcool e cigarro, praticar exercícios físicos regularmente. Em casos de hipotireoidismo e hipertireoidismo é importante fazer o tratamento para regularizar o nível hormonal. Ficar atento aos sinais e manter um contato próximo com um especialista também é boa medida para proteger os ossos.

Fonte: Medical Site

26 de Setembro de 2019