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O que é a fratura por estresse?

Também chamada de “fratura da marcha”, o primeiro relato de fratura por estresse em atletas remonta à década de 50, mais precisamente, em 1958. Trata-se de uma lesão frequente em esportes aeróbicos de longa duração, como corrida ou ciclismo, devido à sobrecarga de impacto nos músculos e ossos. A fratura acontece como resultante da insuficiência óssea, mas por que?

Qualquer atividade física exige um certo nível de degradação dos tecidos (tendões, músculos e ossos), que depois são regenerados quando o indivíduo está em repouso. É assim que o organismo se prepara para suportar a carga do esporte. Para que esse ciclo de destruição e regeneração siga com sucesso, precisa equilíbrio, pois as lesões acontecem justamente quando há um desequilíbrio de intensidade, volume ou até tipo de treino. 

O problema é que os ossos não foram feitos para absorver muita energia, por isso os músculos agem como amortecedor. Porém, quando esses músculos estão muito cansados e sobrecarregados, eles param de absorver a maior parte da energia e os choques sobram para os ossos. Ou seja, sem respeitar esse princípio de progressão e repouso, os ossos sofrem uma carga excessiva e o risco é de uma fratura na sua parte mais interna que, se não tratada, pode progredir para uma lesão completa.

Essas sobrecargas geralmente acontecem com mais frequência sobre ossos de sustentação do peso corporal - os membros inferiores, pernas e pés. Mais precisamente a tíbia, seguida dos metatarsos e da fíbula. Uma vez que a fratura acontece, normalmente é porque o paciente iniciou a atividade sem uma avaliação médica e física prévias, aumentando o volume do treino sem nenhuma supervisão. As primeiras dores surgem na canela, nos pés e quadril. Ao persistir no exercício, o atleta compromete ainda mais essas regiões, agravando as dores e incapacitando o corpo até para as atividades mais simples do dia a dia. 

Em suma, a fratura por estresse é provocada especialmente pelo overtraining (treino acima dos limites físicos). Mas isso também depende da densidade mineral óssea, dos níveis hormonais, das carências vitamínicas, da má alimentação e do uso de determinadas medicações que compõe a estrutura e os hábitos desse indivíduo que certamente tem um baixo desempenho na regeneração dos tecidos, fazendo com que as lesões se repitam ou não cessem. Ou seja, o metabolismo do atleta importa. 

Estão no grupo de risco as mulheres (pelo maior nível de alteração hormonal e uso contínuo de anticoncepcionais), pessoas com alterações do arco plantar (pisada supinada ou pronada em exagero, pé cavo, etc) e limitações na mobilidade do tornozelo, tabagistas, consumo superior a 10 doses de bebida alcoólica por semana e prática irregular de atividade física (inferior a três vezes por semana). 

O tratamento consiste em sanar as alterações metabólicas e físicas, retornando ao esporte de forma gradual e disciplinada - levando em conta a utilização de medicamentos orientados pelo ortopedista e cargas devidamente limitadas pelo professor de educação física. Além disso, para voltar a praticar as atividades físicas novamente, deve-se considerar a presença de dores ou sintomas e possíveis anormalidades nos exames de imagem - o que normalmente gira em torno de 15 dias. Antes de mais nada, paciência. 

Fonte: Medical Site

21 de Novembro de 2019