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Qual a relação entre exercícios físicos e depressão?

Os números da depressão

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, a depressão afeta mais de 320 milhões de pessoas no mundo, mais precisamente, 4,4% da população. No Brasil este número é ainda mais expressivo em relação a toda a América Latina: 5,8% dos brasileiros sofrem com o problema. A doença cresceu 18,4% entre 2005 e 2015 e aparece como uma das principais causas do suicídio. Não apenas combatê-la, como preveni-la é urgente e é nesse contexto que os exercícios físicos aparecem. 

Sintomas e causas da depressão

Cada pessoa manifesta uma gama de sinais, mas entre os mais conhecidos estão: tristeza profunda; distúrbios alimentares: falta ou excesso de apetite; perda ou ganho excessivo e repentino de peso; distúrbios do sono: insônia ou dormir demais; falta de ânimo; pessimismo; baixa autoestima; sentimento de culpa; irritabilidade; desenvolvimento de manias; dores e outros sintomas físicos sem motivo aparente; dificuldade de concentração; insegurança; sensação de medo ou desespero; fadiga; choro excessivo e constante; idéias de suicídio. 

Está largamente comprovado que movimentar o corpo traz inúmeros benefícios, entre eles, uma atuação significativa nas causas da depressão. Isso acontece porque os exercícios físicos têm um efeito terapêutico nas alterações químicas do cérebro deprimido, principalmente nas ações dos neurotransmissores. O problema é que a doença também pode ser desencadeada por fatores genéticos e sociais (violência, luto, estresse, álcool, solidão etc) que funcionam como gatilho. 

Exercícios físicos: combate e prevenção 

As atividades físicas promovem bem-estar, socialização e ajudam o organismo a liberar dois hormônios importantes no tratamento da depressão: a endorfina e a dopamina, cujos efeitos trabalham o humor e o alívio das dores. Os resultados são melhores nos casos mais leves, mas a prática entra como auxílio importante nas situações mais graves. E o melhor: 30 minutos por dia bastam. 

O acompanhamento profissional, no entanto, continua sendo indispensável. Os exercícios funcionam mais como uma estratégia de combate e prevenção dentro de uma abordagem múltipla que envolve o uso de medicamentos e psicoterapia. 

Fonte: Medical Site

28 de Novembro de 2019