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Consulta online não substitui a presencial

Na Era da Internet estamos todos conectados a diversos tipos de conteúdo - inclusive os que estão relacionados à saúde, como esses que produzimos. Hoje, 94,4% dos brasileiros procuram informações de saúde na internet. Não à toa, tantos profissionais da área têm investido no meio digital como forma de divulgar não apenas seu trabalho, mas particularidades de sua especialidade médica.

Porém, mesmo um conteúdo bem apurado e de qualidade, inclusive devidamente autorizado pela comunidade médica, não substitui a ida ao consultório. Conteúdo mal interpretado e mal utilizado pode gerar consequências sérias aos pacientes que, nesse contexto, fazem um autodiagnóstico seguido de automedicação.

Segundo levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pesquisa e pós-graduação na área farmacêutica, o número de internautas que se autodiagnosticam aumentou de 40% em 2016 para 40,9% em 2018. Já o número de automedicação em 2018 é 79% entre os brasileiros. Atitudes como essas podem mascarar problemas graves, além de trazer riscos sobre intoxicação e dependência.

De fato não há mais como o médico se manter indiferente à internet, seu paciente vai usar a ferramenta antes e depois do consultório de qualquer forma - especialmente os mais jovens. Por isso é importante que o profissional mostre os pontos mais problemáticos ao mesmo tempo em que oriente como fazer da internet uma aliada do bem-estar, veja:

A internet não oferece um diagnóstico

Parece óbvio, mas não é. Vale buscar mais informações a respeito dos sintomas e reportá-los ao médico com mais segurança, mas não dá para saber qual é a patologia antes de exames clínicos concretos. O paciente deve experimentar fazer o contrário: primeiro buscar o diagnóstico oficial e só depois o conteúdo sobre o assunto. Assim a experiência online se torna mais segura e proveitosa: esclarecendo dúvidas sobre os tipos de tratamento, tempo de recuperação e até prognósticos.

A internet não respeita particularidades

Comprar roupas online sem tê-las experimentado não faz sentido, pois o risco de que elas não sirvam é enorme. O mesmo acontece quando tomamos orientações na web que são teoricamente boas para alguém, mas ruim para nós. Por exemplo, a orientação sobre usar filtro solar vale para todo mundo, mas uma dica sobre inclinar o corpo para frente durante uma corrida pode não servir para quem já tem uma boa inclinação. Aumentá-la, neste caso, certamente causará danos à coluna.

A internet democratizou a informação

Quando a informação sobre determinada patologia está online e acessível, o paciente ganha um poder mínimo para entender melhor sua situação e discuti-la com o médico presencialmente. Questionar as formas de tratamento não deve causar constrangimento para o profissional, já que o paciente tem o direito de saber o que será feito com seu corpo. A postura do médico deve ser de aproximação e não de confronto. 

Fonte: Medical Site

05 de Dezembro de 2019